Positividade obrigatória e outras coisas




Já faz um tempo que a mania de ser positivo ao extremo, de se amar toda hora a qualquer custo e amar todo mundo ao redor sempre, e "gratidão" pra lá e pra cá, etc. vem me cansando e sabe por que? É falso na maioria das vezes. É um marketing pessoal porque combina com a vida perfeita de rede social que todo mundo gosta de mostrar por aí. 

Você não pode discordar, não pode estar num dia ruim ou numa fase ruim da vida que vira a chato pra sempre, não pode ser reservado que é o mal humorada por não ser amigo de todo mundo o tempo todo, não pode tirar férias do pacote "good vibes" de comportamento.

Sabe o que eu acho de todo esse bando de regras pra ser quem você é de verdade só que não porque tá atuando? Um saco. :)


Aconteceu que eu estava pensando isso e por achar que eu era o problema (
porque esse padrão de se comportar faz isso...faz você sentir que o erro é você) nunca falei nada até que topei com esse vídeo da Julia Petit e com o texto que ela indica e ufa! Tá tudo bem ser normal.

O foco dela é sobre o corpo/aparência, mas vale pra vida. 


Link direto para o trecho AQUI ou corra o vídeo a seguir para 27m51s: 




Ninguém é obrigado a ser feliz e positivo o tempo todo. Sejamos tolerantes conosco. 




*

8 comentários:

  1. aaaaaaa achei que só eu que me incomodava com isso! eu tô numa fase afundadona da vida, procurando estágio/emprego, insatisfeita com a rotina, não tenho ânimo pra fazer coisas que antes eu super amava, etc etc mas tudo o que eu preciso é estar bem comigo mesma, me amar, ser positiva e tal tal tal... gente, sério, NÃO!
    como a Júlia disse no vídeo a gente não se gosta o tempo todo, e tem mt gente que se gosta muito pouco. o que a gente precisa é de tolerância. e, concordo com ela. nunca parei para pensar nisso profundamente entretanto isso é uma coisa que martela muito na minha cabeça. além de não sermos felizes o tempo todo isso não é uma obrigação, sabe? não somos gratos por tudo o tempo todo, isso não é da criação de muita gente e ok!
    o importante, no final das contas, é descobrir um jetinho de ficar bem com a gente mesma, sendo pessimista, sendo positivo, sendo grato, aceitando as bads da vida, aceitando/tolerando que tem muito mais momento blé que feliz na vida. e isso é ok porque a vida de todo mundo é assim.
    as redes sociais e toda essa exposição acabam nos fazendo querer ser, ter e expor algo que não somos e temos. isso cansa e é irreal. é a tal busca pela perfeição que acaba nos deixando mais tristes, infelizes e sozinhos, mesmo tendo gente por perto (on e off), no final das contas.
    to com o coração até mais feliz depois de ler seu texto, ludmila! obrigada, do fundo do coração <3

    beijos,
    blog vestidinho jeans

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    1. Ai que lindo que te fez bem o post, Renata! Fico feliz. Temos que ser livres e respeitar nossos limites sempre.

      Um grande beijo!

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  2. Que post M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!! Eu achei que só eu era "a mal humorada" de plantão!!! Nossa, eu concordo super. Ser feliz é muito bom, aprender a se amar, etc. Mas, como tudo na vida, quando imposto se torna ruim e desnecessário.

    Blog Prateleiras da Fê

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    1. Exato! Sejamos felizes e livres pra isso. Beijos*

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  3. Concordo que não somos obrigadas a demonstrar ser o que não somos. Cada um é livre para ser feliz à sua própria maneira. Todo mundo tem seus bad days.

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  4. Esse é mais um dos ataques da sociedade ignorante e controladora que quer a todo custo guiar o mundo usando os próprios estereótipos, forçando nas pessoas modelos de comportamento que apenas fazem do mundo um lugar mais e mais chato. Concordo em cada palavra, temos que ser feliz da nossa maneira, do nosso jeito. Não podemos ser obrigados a abraçar o mundo inteiro e todos os seus adeptos! Temos que viver aquilo que nos representa. Belo post!

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  5. tudo bem não estar bem às vezes. Sobre isso que eu postei uma imagem no meu face. Realmente essa obrigatoriedade é chata. E acaba ficando superficial. Eu acredito que devemos viver nossos dias ruins, nossas bads...

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